Tuesday, August 16, 2005

Quase Perfeito


Musica: Miguel Rebelo
Letra:
Miguel A. Majer

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Dois Lados do Mesmo Adeus


Música: Manuel Lourenço
Letra: Manuel Lourenço e Miguel A. Majer

Caem como folhas
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto

Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce

Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar

Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar

Esse choro triste
Desespero seu
P’ra tentar dizer
Nada se perdeu

Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno

Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante

Lado a Lado


Música: Nobrega e Sousa
Letra: Jeronimo Bragança

Somos dois caminhos paralelos
Vamos pela vida lado a lado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Nem sei qual é de nós mais desgraçado

Lado a lado meu amor mas tão longe
Como é grande a distância entre nós
O que foi que se passou entre nós dois que nos separou
Porque foi que os meus ideais morreram assim dentro de mim

Ombro a ombro tanta vez mas tão longe
Indiferença entre nós quem diria
Custa a crer que tanto amor tão profundo amor tenha acabado
E nós ambos sem amor lado a lado

Fomos no passado um só destino
Somos um amor desencontrado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Não sei qual é de nós mais desgraçado

Pão P'ra Multidão


Musica: João Pico
Letra: Miguel A. Majer


São gente
De olhar ausente
Tão tristes vão
Nem são

Serpente
Olhos dormentes
Sem fogo
Nem dragão

Mais um
Que diz adeus
Mais um
Que lembra os seus

Não é Deus
Nem ilusão
É pão p’ra multidão

Em frente
Sem sol nascente
Sem direcção
Na mão

Enchente
Vão na corrente
Sem gueixas
Do Japão

Mais um
Que diz adeus
Um é crente
E o outro é ateu

Sem Marcha Atrás


Musica: Donna Maria
Letra: Miguel A. Majer

O tempo que a gente perde pela vida a correr
O tempo que a gente sonha que é chegar e vencer
O tempo faz de nós um copo p’ra beber em paz
O tempo é um momento para nunca mais

O tempo mesmo agora fez a terra girar
O tempo sem demora traz as ondas do mar
O tempo que se inventa quando nunca se é capaz
O tempo é um carro novo sem a marcha-atrás

Voei p’ra te dizer
Sonhei p’ra te esquecer
Eu sei não vais parar para eu crescer
Eu sei esperei demais

Foi Deus


Música e Letra: Alberto Fialho Janes

Não sei não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado de dor e de pranto
E neste tormento todo o sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma nos versos que canto

Foi Deus que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas deu ouro ao sol e prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
um rosário de penas
Que vou desfiando e choro a cantar

E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu luto às andorinhas
E deu-me esta voz a mim

Se canto não sei o que canto
Misto de ventura saudade ternura e talvez amor
Mas sei que cantando sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto nos deixa melhor

Foi Deus que deu voz ao vento
Luz ao firmamento e deu o azul às ondas do mar
Foi Deus que me pôs no peito um rosário de penas
Que vou desfiando e choro a cantar

Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
E deu-me esta voz a mim

Azulejos Voadores


Musica e Letra: Pedro Luís

Voa desde o douro
Até as minas de um futuro
Leva minhas dores
Velas só ao vento

Loas duradouras
Invisíveis mas sonoras
Lavam minha alma
Chego até a vê-las

Som que sei voador
Azulei os versos que já sei de cor
Sensação de sonar
Oceanos verdes a nos mergulhar

O sonho de ícaro vai no anil
Anéis de saturno estão no cenário
Num pássaro de asas de papel
Vão as tatuagens de um relicário

Aqui Tão Perto de Ti


Musica e Letra: Múcio Sá

Perdida nas janelas da alma
Olho as cidades sem tempo
Cenários de vidas imaginadas
Distantes do trabalho intenso
Mundos no tempo imaginado só eu o sei
Perdidos à entrada do labirinto

No meio da vastidão a poesia
De um dia a mais a viver
Janelas da alma sol do meio-dia
Riquezas de quem não tem o que fazer
Cenários de vidas imaginadas
Frestas de luz ao amanhecer

E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Hoje amanhã e depois

E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Aqui tão perto de ti

Estou Além


Música e Letra: António Variações

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde

Não sei do que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
A quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem quem não conheci
Porque eu só quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem quem não conheci
Porque eu só quero quem quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
A vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou
Porque eu só estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou
Porque eu só estou bem aonde eu não estou

Agora Já é Tarde


Música e Letra: Paulinho Moska

Agora já é tarde
Não tem depois nem antes
Nem planos nem bagagens
O mundo só mudou de cor

Durante a tempestade
Relâmpagos distantes
Revelam a passagem
Da escuridão para o esplendor

O tempo é tão covarde
E ao mesmo tempo criador

Se o fogo ainda arde
Nos corações gigantes
Faz parte da paisagem
A labareda do amor

A Tua Luva


Musica: Ciro Cruz
Letra:
Miguel A. Majer


Eu não espero ser eterna
Nem a cor da igualdade
Eu não quero ser quem grita
Muito menos ser quem bate

Eu não espero ser moderna
Nem sabor a chocolate
Eu não quero ser quem fica
Muito menos ser quem parte

Sou tua sou carne crua
Tu és a mão eu sou a luva
Sou louca sou coisa pouca
Tu és a língua eu sou a boca
Tu és a língua eu sou a boca

Hoje estou aqui
A viver o meu futuro
Porque ontem descobri
Que o amor também é escuro

Se um beijo não te der
Uma ideia original
Não é o fim do mundo
Quando num segundo o fantástico é normal

Sempre Para Sempre


Musica: Ricardo Sotna e Gil do Carmo
Letra:
Miguel A. Majer

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

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